Quase um ano depois e eu deveria me envergonhar... Sim, eu me envergonho, não mais pois avisei como seria.
Sinto que desta vez pode ser pra valer...Ou não.
Sem promessas começo com um editorial que fiz ano passado para um projeto de revista cultural na faculdade.
A Era do MP3
Foi se o tempo em que as pessoas compravam CD's. Esta cena tem-se tornado cada vez mais rara nos dias de hoje. E isso se dá a Era do MP3. De qualquer lugar do mundo, numa questão de minutos, qualquer pessoa conectada a Internet tem acesso a música que quiser e do cantor que quiser. Tudo assim, rápido, prático e sem custo nenhum.
Esse poder que os programas e os sites oferecem ao usuário gera muita polemica. Afinal, é certo simplesmente “baixar” as músicas do artista e não pagar nada por isso? O músico ganha ou perde?
É fato que o mundo evolui sem freios rumo à modernidade e isso sempre provocou a rejeição dos mais conservadores. Como quando afirmaram o fim do rádio com o surgimento da televisão. E nos dias de hoje, cansamos de ouvir debates sobre os dias contados do jornal impresso com a chegada da Internet.
Na própria linha do tempo da história da música notamos a evolução: a era do Disco de 78 rpm (um tipo mais espesso que o vinil, com rotações por minuto e extremamente frágil), depois o famoso Disco Vinil, as Fitas K7, os Cd’s até chegar a Internet com seus MP3.
A Era do MP3 na verdade trouxe liberdade para os consumidores de música e até mesmo para os músicos que agora independem de gravadoras musicais para divulgar sua arte. O espaço que a Internet proporciona não impõe fronteiras para a descoberta do trabalho do artista, além disso, os mesmos se livram de toda a extorsão que os grandes nomes da indústria musical seguiam praticando há anos.
O número de artistas que seguem suas carreiras sem depender de gravadoras aumenta a cada dia com o auxílio de sites como o MySpace e programas de compartilhamento de música, como o Soulseek.
E essa nova era não trará prejuízo aos músicos. O lucro surgirá dos shows, quanto mais exposto é o trabalho do artista, mais ouvintes ele ganha e fã que é fã não se contenta com gravações, quer ao vivo. Todo o trabalho de divulgação de um artista na internet tem o retorno em shows.
A evolução faz parte da humanidade, não aceitá-la é retroceder. Resta agora a indústria musical se adaptar a nova era e criar maneiras de fazer parte dela.