terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E embora alguns digam "tanto faz", eu digo que te amo

Ela é mais que um sorriso tímido de canto de boca, dos que você sabe que ela soube o que você quis dizer. Ela fala com o coração e sabe que o amor, não é qualquer um que consegue ter. Ela é a sensibilidade de alguém que não entende o que veio fazer nessa vida, mas vive.

Ela tem muita dúvida como todos têm. Mas nem todos sabem a beleza de saber lidar com a tristeza. Ela sabe. Ela ouve a música que seu coração pede e modela seu ritmo ao seu estado de espírito. Ela dança a coreografia de seus sentimentos, e todos podem ver.


Ela é um pote de cristal, tão tranparente quanto, tão rico quanto. Mas um cristal que não sabe seu real valor, um achado no meio de tantos outros pobres potes que são apenas de vidro. Estes se quebram e são varridos como um objeto qualquer. Mas ela não, se ela quebra, é a tristeza de um cristal que se foi. E todos sentem.

Por um instante estive com esse cristal bem perto. Hoje sei a falta que ele faz, e embora alguns digam "tanto faz", eu digo que te amo.

Caio. F Abreu

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mudanças...



Todos no fundo estão a procura de uma mudança. Eu tenho buscado incessantemente por algumas, mas confesso que não me mexo muito para de fato alcançá-las. Acho que isso também acontece com todos, salvo poucas exceções.

Por que é tão difícil começar uma mudança, quando sabemos que precisamos dela? Falta um incentivo, um empurrãozinho, chegar naquele momento que não tem mais jeito: “ou vai ou racha”?

Minhas mudanças estão com os prazos de validades vencidos, há muito vencidos. Apesar de achar que o meu “ou vai ou racha” já bateu em minha porta diversas vezes e eu simplesmente a fechei, “nem fui e nem rachei”.

Pode parecer aquele blá blá blá de fim de ano. E na verdade é mesmo aquele blá blá blá de fim de ano!
Mas o que pode ser um incentivo maior para mudanças, se não um novo ciclo? Querendo ou não, criamos expectativas e depositamos nele metas, planos, sonhos... (chame como quiser).

Não, eu não vou colocá-las num papel, enumerá-las por prazo de validade, ou pela intensidade do sufocamento que me causam. Mas vou sim, junto deste ano e todo o blá blá blá que vier com ele, colocá-las em prática.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Iniciação

"Foi numa dessas manhãs sem sol que percebi o quanto já estava dentro do que não suspeitava. E a tal ponto que tive a certeza súbita que não conseguiria mais sair. Não sabia até que ponto isso seria bom ou mau — mas de qualquer forma não conseguia definir o que se fez quando comecei a perceber as lembranças espatifadas pelo quarto. Não que houvesse fotografias ou qualquer coisa de muito concreto — certamente havia o concreto em algumas roupas, uma escova de dentes, alguns discos, um livro: as miudezas se amontoavam pelos cantos. Mas o que marcava e pesava mais era o intangível.

Lembro que naquela manhã abri os olhos de repente para um teto claro e minha mão tocou um espaço vazio a meu lado sobre a cama, e não encontrando procurou um cigarro no maço sobre a mesa e virou o despertador de frente para a parede e depois buscou um fósforo e uma chama e fumei fumei fumei: os olhos fixos naquele teto claro. Chovia e os jornais alardeavam enchentes. Os carros eram carregados pelas águas, os ônibus caíam das pontes e nas praias o mar explodia alto respingando pessoas amedrontadas. A minha mão direita conduzia espaçadamente um cigarro até minha boca: minha boca sugava uma fumaça áspera para dentro dos pulmões escurecidos: meus pulmões escurecidos lançavam pela boca e pelas narinas um fio de fumaça em direção ao teto claro onde meus olhos permaneciam fixos. E minha mão esquerda tocava uma ausência sobre a cama..."

Caio F. Abreu

Dois segundos fazem, sim, diferença



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ps. Não esquecer de lembrar o porquê

"Você chega, me olha, eu te olho, a gente se beija como se fosse a
primeira e última vez, bebemos alguma coisa, brindamos alguma coisa,
conversamos, rimos, se beijamos, se beijamos, se beijamos... vamos pra
um hotel qualquer, fazemos amor loucamente, por horas, também como se
fosse a primeira e última vez, trocamos carinhos, dormimos juntos,
amanhã acordamos olhamos um para o outro e não sabemos o que fazer,
brigamos, discutimos, eu choro, prometemos nunca mais se ver, chegamos
a conclusão que não dá mais e vai cada um para um lado."

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nosso medo de assumir riscos nos deixa viciados no depois



"Hoje eu sei que a verdade é só aquilo que parece ser. Mas eu também não saberia definir direito. E se não existe milagre, existe uma outra coisa que eu não sei o porque, mas nos traz de volta a vida. E isso sempre vou guardar comigo, se nada mais der certo."

Trecho do filme Se Nada Mais Der Certo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010



"...Ás vezes eu fico imaginando como as coisas acontecem. Primeiro vem o dia, tudo acontece naquele dia. Até chegar a noite, que é a melhor parte. Mas logo depois vem o dia de novo, e vai, e vai, e vai... E é sem parar. A única coisa que não tem mudado é o Santa Cruz que nunca mais pegou nada, mas nem título de honra. E eu não ter encontrado alguém que me mereça. Só se ama errado. Ah! Eu quero é que todo mundo vá tomar no cú..."

Trecho do filme Amarelo Manga

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Conversas de TPM

"...Dizem que o amor, aquele verdadeiro, resiste a tudo. Será que isso vale só até a página dois? Se não, então porque tantos relacionamentos acabam? Pior, porque tantos casamentos acabam? E aquelas juras de amor eterno? Ilusão? Empolgação de momento?
Ah, já sei! Não era A pessoa certa. É isso?
Então ta, suponhamos que seja mesmo a questão de encontrar A pessoa certa. Será que todo mundo acha um dia essa pessoa? Será que vai saber reconhecer que ele/ela é A tal pessoa. E se não encontrar nunca? Ou então deixar ela passar? Aí será que tem um plano B?  Existe mais de uma pessoa certa? Tipo umas três, assim só pra garantir... Vai saber, né?!"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Simples

Ouça


Leia e sinta

Ela abre a porta da varanda, olha para o céu, respira bem fundo emendando um espreguiço...
Olha a rua, as pessoas, os carros e sorri de canto de boca.

Volta para o quarto do seu apartamento, para em frente ao espelho, ajeita o cabelo, passa batom e manda um beijo para seu reflexo que lhe sorri e devolve o beijo.
Pega sua bolsa e sai...

Anda pelas ruas sorrindo, não com a boca, mas com os olhos... Passa por um café, olha para uma das mesas na calçada e isto parece lhe trazer lembranças, boas lembranças...

Continua a andar pela calçada movimentada, as pessoas passam com pressa, rostos diferentes e ao mesmo tempo todos iguais... Na esquina um homem com um saxofone toca jazz, três pessoas ouvem com interesse...

O céu está de um azul profundo, o sol brilha intenso, mas avisando que já está quase pra partir, as folhas das árvores dançam no vento da primavera, algumas caem leve e parece uma coreografia muito ensaiada...

Ela respira fundo, puxa todo ar que pode, quer sentir o cheiro, o cheiro que carrega o ar naquela tarde, o cheiro da felicidade...

Passa por uma vitrine, vê um vestido, para uns instantes, olha pra cima para se imaginar com ele, volta o olhar nele e lhe diz em pensamento: “Eu volto!”

Continua seguindo, vira a próxima esquina e olha longe, procura por alguém, chega a andar na ponta dos pés, pra conseguir olhar por cima das cabeças das pessoas que andam desgovernadas e dando trombadas em sua frente...

Por alguns segundos fica impaciente, até que solta um sorriso aliviado... Ele está lá, no mesmo lugar de sempre, com a mão no bolso da calça, distraído... “No que ele tanto pensa?”

Ao avistá-la, como sempre, ele a mede dos pés a cabeça, subindo bem devagar, como se cumprimentasse cada parte do seu corpo com os olhos...
Um abraço e pronto, tudo volta a ser simples e nada mais importa!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tudo que reluz é verde e amarelo


Confesso, nunca fui muito fã de futebol, mas Copa do Mundo não é só futebol, é Copa do MUNDO, poxa. Sim, eu também tinha esse pensamento, mas mesmo assim o clima da Copa ainda não tinha me contagiado. Não até o primeiro jogo.
Ontem e só ontem eu tomei consciência da grandeza que é este evento.

As ruas ficaram tomadas por pessoas, todas com muita pressa, mas isso não é novidade, quando que a caótica São Paulo não está cheia de gente com pressa? A diferença estava na alegria. Tal alegria era estampada nas cores verde, amarelo e azul das camisas, chapéus, faixas, bandeiras, óculos, vuvuzelas, entre outros apetrechos.

Seja por patriotismo, ou pela bagunça e cerveja com os amigos o fato é que toda uma nação para tudo e se reúne em volta da televisão, cheios de expectativas, torcendo por um resultado unânime, vibrando juntos todas as vezes que a seleção quase marca um gol.

Nesses 90 minutos não existem diferenças, não tem essa de Corinthians, São Paulo e Palmeiras, todos torcem pelo mesmo time, todos são brasileiros.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Show Los Sebosos Postizos no Comitê Club



O relógio marca umas 23h e pouco, a sensação térmica é de uns 15º e uma fila começa a se formar ao lado do StudioSP, no baixo Augusta. Trata-se da tão esperada nova casa de shows que uma das ruas mais famosas e movimentada de São Paulo acaba de ganhar: Comitê Club.

A noite anterior à inauguração foi marcada com o show de Arnaldo Antunes e as participações especiais de Curumin, Marcelo Jeneci, Scandurra e Beto Aguiar. A segunda noite, dia 12 de junho conta com a presença de Los Sebosos Postizos, projeto formado pelos componentes da banda Nação Zumbi com um repertório de Jorge Ben Jor.

O show com hora prevista para meia noite começa com mais de uma hora de atraso, a casa já estava cheia e a fila do lado de fora ainda grande. Por volta das 2h da madrugada, os integrantes sobem ao palco e abrem a noite com “Descalço no Parque”.

Sucessos da “Banda do Zé Pretinho” como “Vou Andando”, “Cinco Minutos”, “Os Alquimistas”, “Rosa, Menina Rosa", entre outras, além de duas dos Beatles esquentou o clima frio, fazendo com que o público cantasse junto e aos poucos tirassem todos os agasalhos que a gelada noite paulistana pedia.

A casa antes abrigava o Bar do Malandro, que apesar da decoração legal e dos garçons caracterizados com chapéus, não vingou por muito tempo e depois de passar por toda uma reformulação o Comitê chega cheio de promessas, mas nesta segunda noite deixou bastante gente ir embora com uma má impressão.

Antes mesmo de o show acabar, uma fila enorme se formava desde a pista de baixo, passando pelas escadas e chegando aos caixas, destino que muita gente resolveu alcançar ao mesmo tempo. Se foi por isso, por falta de organização, ou como os donos publicaram no Twitter da casa no dia seguinte ao do show, um problema no sistema, não se sabe, mas muita gente alterada na fila repetia sem parar: “Nunca mais volto neste lugar”.

Um fim triste para um show tão bom e tão esperado. Mas suspeito que para algumas pessoas, que mais preocupadas em curtir a noite, continuaram na pista mesmo depois do último acorde da guitarra de Lúcio Maia (foto), nem sequer notaram o tumulto e ainda saíram repetindo que a noite foi ótima.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aêê!! Nova opção na Augusta

A noite de Sampa vai ganhar mais uma casa de shows. E que sensação boa que dá saber que vem coisa nova por aí.


Dos mesmos donos do StudioSP, o Comitê Club inaugura com a proposta de trazer shows de artistas conceituados a preços acessíveis.


Para começar bem a casa já anuncia em sua programação Otto, Los Sebosos e Arnaldo Antunes. Os ingressos estão na faixa dos 30 reais. O que não é tãão acessível assim, contando que uma cerveja Long Neck vai sair por R$ 7,50 (e olha que é Devassa). Mas também não chega a ser o preço absurdo de um Credicard, Via Funchal e Citibank da vida.


Outra coisa que achei bacana é que vai ter umas comidinhas também.
O site divulga o cardápio e me fala se não parece beeem atrativo:


Kátia Flavia - Bolinho de bacalhau, pastéis, carne seca acebolada, caldinho de feijão, mandioca frita.


Mariachi - Tortilhas, feijão com queijo e cebolinha, carne moída, salada, guacamole, molho de tomates verdes picante.


Me baseando no preço da cerveja, esperei que custassem “os olhos da cara”, mas até que não.
O combo para duas pessoas (que inclui tudo isso aí) sai por R$ 21,00.
Mais barato que um Mc, vai.
Bom, juntando tuuudo a brincadeira sai carinha, então nego, vá preparado.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Tulipa Ruiz no Auditório do Ibirapuera

Foto: Daniel Mujica


Show de lançamento do disco “Efêmera” deixa público extasiado

A noite em São Paulo até que estava quente, apesar da expectativa de frio, estampada nas roupas das pessoas que ocupavam ansiosas o hall de entrada do Auditório do Ibirapuera, na noite de 30 de maio. E a ansiedade não era por menos, dali poucos minutos o palco do auditório receberia uma nova forte promessa da música brasileira: Tulipa Ruiz.

O show de lançamento de seu primeiro disco “Efêmera” tem início pontualmente ás 19 horas e a música escolhida para abrir a noite é a mesma que leva o nome do CD, uma composição sua e de seu irmão o guitarrista e produtor, Gustavo Ruiz.

O repertório é quase todo autoral e em pareceria com o irmão e o pai, o jornalista Luiz Chagas, também guitarrista da banda, que assina sozinho a música “Ás vezes”, única do disco que Tulipa não participou da composição.

O show segue bem intimista, como se os 800 lugares da plateia estivessem ocupados por parentes e amigos, o que de fato parecia ser verdade, quando a cantora conversa com o público, comenta que saíram duas vans cheias de sua cidade, São Lourenço, Minas Gerais.

Além da doce voz e personalidade na hora de compor, Tulipa também é desenhista, suas ilustrações surgem através de um telão ao fundo do palco e complementam visualmente as músicas durante quase todo o show.

A noite ainda conta com a participação especial de Mariana Aydar – outro novo nome da contemporânea MPB – na música “Só sei Dançar Com Você”. O cantor e compositor Marcelo Jeneci também participa e emociona com seu acordeom na romântica “Dia-a-Dia, Lado-a-Lado”.

O final que pode ser considerado o auge do show levantou a plateia, que até então se conteve sentada pela estrutura de teatro do auditório. Na música "Brocal Dourado" que a cantora estende uma introdução para o público criar um passinho, ela pede pra que se levantem e algumas pessoas vão dançando até a beira do palco.

Tulipa e os músicos se despedem e minutos depois voltam e repetem as mais animadinhas do repertório, “Efêmera” e “A Ordem das Árvores”. O telão ao fundo se abre dando uma linda visão das árvores do Parque Ibirapuera, eles se despedem novamente, pulam para fora e saem correndo pela grama, deixando todos em uma extasiada salva de palmas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Modernização dos meios faz da Aldeia Global uma realidade vivida hoje

A tecnologia avançada e os novos meios de comunicação massificam a informação

Vivenciamos a Era da Web 2.0, onde novas mídias sociais, aliadas a tecnologia - cada dia mais avançada - despontam com diversos recursos e ferramentas que prometem romper qualquer barreira e proporcionar uma comunicação sem limites de tempo e espaço, com uma capacidade de alcance e repercussão incríveis.

As mídias alternativas começaram a surgir com a criação dos Blogs, depois vieram os populares sites de relacionamentos Orkut e Facebook e os mais recentes: o super acessado microblog Twitter e o site de perguntas Formspring.me.

Todas estas recém criadas redes sociais surgem para o internauta, sempre sedento à novidades, como uma forma de se manter conectado ao mundo. Porém, elas se expandiram e foram além do simples objetivo de integração e relacionamentos pessoais.

Tornaram-se eficazes ferramentas de comunicação empresarial, com a vantagem de um feedeback (retorno dos consumidores) extremamente veloz. Além de gerar um novo conceito na transmissão da informação, sendo inclusive, adotadas por veículos da mídia como uma nova alternativa de manter o internauta sempre atualizado.

“As pessoas não estão mais presas ou sujeitas a informações veiculadas nos grandes meios de comunicação apenas, que muitas vezes vêm carregadas de ‘interesses’ dessas empresas. Nos dias de hoje, temos uma democratização da informação proporcionada por ferramentas como o Twitter.”, afirma a jornalista Ana Lúcia Silva, supervisora do setor de monitoramento e informação de Web, da empresa Top Clip.

A jornalista acredita que as novas mídias instigam a sociedade a uma procura mais profunda pelo fato. “Toda essa rapidez e, muitas vezes, a não capacitação para a divulgação de fatos gerará informações infundadas e superficiais. Mas esse também é um ponto positivo para o jornalismo, pois pode gerar interesse pela busca da informação correta”, diz Ana Lúcia.

Com todas essas mídias, voltamos décadas atrás, na teoria do sociólogo McLuhan e notamos que a Aldeia Global – conceito de que as modernas tecnologias e os meios eletrônicos diminuiriam as distâncias, conectando as pessoas e espalhando informação – é o nosso mundo atual.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ela...

Há tempos ela tem sido uma paixão avassaladora na vida dos homens... Companheira de tantos momentos, alegrias, tristezas e saudades.

Quando é antiga, chega carregada de nostalgia e quando nova nos embriaga de expectativas, causando aquele friozinho na barriga e aquela curiosidade: “O que está por vir?”, que só será sanada quando as ondas invadirem por completo sua alma e você se encantar, ou não, com a novidade.

Por vezes ela vai ter guiar, te mostrar o caminho... E por outras te confundir todo.
Vai entrar na sua mente, te fazer refletir. Tu vai achar que o que ela diz, naquela hora, bem naquele momento é um “sinal”.

Ela vai te seguir, por onde você for. E mesmo que tentar esquece–lá, será em vão. Ela impregna.
Ela te fará sorrir sozinho, querer voltar no tempo, dançar loucamente e chorar, também loucamente. Ela tem o poder de te fazer flutuar, viajar para outros mundos.

Ela...(Como Nelson Motta nomeou em um de seus livros) “Música, Humana Música”.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Da Bossa a Cena “Indie”


Retrospectiva do início da MPB aos dias de hoje

Ela chegou suave, doce e contagiante. Veio com Tom Jobim, nas letras de Vinicius de Moraes e na incomparável voz de João Gilberto. Logo, outros nomes como Roberto Menescal, Nara Leão, Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra se encantaram e encantaram toda uma geração, ela que foi mais que um movimento musical, foi um estado de espírito, ela não foi, mas sim continua sendo a Bossa Nova.

A música brasileira vivia a paixão de Copacabana e da Bossa, quando recebeu um toque vindo de influências do rock and roll de Beatles. Guitarras elétricas dão base as músicas “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”, nas vozes de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Essa que foi uma verdadeira revolução da música popular brasileira ficou conhecida como Tropicália.

A história da música brasileira carrega essas duas fases como principais movimentos que definiram e influenciaram músicos como, Chico Buarque, Elba Ramalho, Tim Maia, Elis Regina, Rita Lee, Marina Lima, entre tantos outros.

Hoje vivemos na era da cena “indie”, música independente, o músico cortou laços com as gravadoras, produz seu próprio trabalho e divulga com auxílio da Internet. Com este novo jeito de fazer música, novas gerações de cantoras desabrocham com uma MPB contemporânea cheia de talento, entre as novas promessas da música brasileira: Maria Rita, Vanessa da Mata, Maria Gadú, Céu (foto), Otto, Ana Cañas e Mariana Aydar.

domingo, 25 de abril de 2010

Subindo no Palco

Banda Berimbrown no Sesc Pompeia

Espaços que dão oportunidade para bandas independentes

A eclética noite de São Paulo é a porta que muitas bandas independentes usam para entrar e se estabilizar na cena musical “indie”. Algumas casas noturnas e bares do circuito alternativo da cidade, além de centros culturais abrem espaço e dão esse “empurrãozinho” para quem quer seguir o sonho de fazer música com as próprias mãos, sem precisar de gravadoras.

Localizado na famosa rua Augusta, o Studio SP faz parte da história de muitos nomes da cena musical contemporânea. Por seu palco já passaram nomes que hoje são conhecidos na cena musical brasileira e já se destacam internacionalmente, como Céu, Mallu Magalhães, Curumin, Vanguart, entre muitos outros.

Outra casa que abre espaço para bandas independente é a Livraria da Esquina. Quase que escondida nos números 1254 e 1236 na rua do Bosque, Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, a casa se divide em duas: “A” e “B”, com programações diferentes e muita música diversificada em cada uma.

Na Livraria não importa qual o seu estilo, os proprietários divulgam que “gostam de música e isso é o que importa”, abrindo suas portas e cedendo o seu palco para bandas, músicos e compositores interessados de todas as regiões do Brasil e até mesmo de fora.

A Chopperia do centro cultural SESC Pompeia, espaço destinado para shows noturnos, tem em sua programação diversos projetos, como o “Plataforma” que apresenta lançamentos de Cd's e Dvd's. E o “Prata da Casa”, que já teve como curador, nos anos 2003/2004 Israel do Vale, que acredita que o músico independe sim da gravadora. “O futuro da música é coletivo e in[ter]dependente. O Prata da Casa nasce nesse contexto, que a nova música do Brasil não é a que se ouve nas rádios”, diz ele.

Há 10 anos, o projeto Prata da Casa abre espaço para novos nomes da música brasileira e já lançou do palco da Choperia para o mercado musical, artistas como Vanessa da Mata, Céu, Mariana Aydar, Quinteto Preto e Branco, Karina Buhr, Fernanda Porto, entre outros.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Onde a tecnologia vai parar?

É inegável os benefícios que a evolução da tecnologia trouxe e traz para o nosso dia-a-dia. Mas, até onde esses avanços podem ser considerados benefícios? O que os tornam úteis, que dirá essenciais em nossas vidas?

Ano após ano o mercado tecnológico é abastecido por centenas de “trambolhos” de última geração. O seu celular de seis meses atrás, que inclusive você ainda paga, já virou absoleto, ultrapassado. Depois dele já foram lançados no mínimo uns 5, com modelos moderníssimos e uma porção de “utilitários” novos que na prática não fazem a menor diferença, só agregam mais valor ao aparelho, que fica absurdamente cada vez mais caro.

Tudo bem, talvez eu seja mesmo uma tecnofóbica (pessoa que tem fobia a novas tecnologias), meu celular não é nada moderno, tira foto com uma resolução meia boca e cabe só um pouquinho de música, não tenho twitter, não sou questionada no formspring, nem estou no facebook.
Ah, Orkut eu tenho, heim! Mas não aderi a fazenda para criar vacas, galinhas e afins.

É, definitivamente a tecnologia não me seduziu e continua irrelevante em minha vida. Talvez isso ainda mude, ou não.

Mas o certo é que todos esses novos “apetrechos” desenvolvidos por nossa genial tecnologia me preocupam e após ler a notícia abaixo, sinceramente sinto medo.
E me questiono: Onde isso vai parar?

“Cientistas japoneses da Universidade de Osaka apresentaram neste sábado um robô androide que pode sorrir, além de imitar as expressões faciais de uma pessoa, uma criatura que será testada em um hospital para fazer companhia aos enfermos... O robô será vendido por 10 milhões de ienes (108.000 dólares). O andróide, chamado Geminoid-TMF, será usado de forma experimental por um hospital para fazer companhia aos pacientes...”

Imagino a cena:
“Hoje passaremos a noite com nossa mãe no hospital?”
"Não será necessário. Programei o Geminoid para sorrir a noite inteira.”

Notícia na integra: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/japoneses-inventam-robo-sorri-545848.shtml

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cultura na Vila




Um mundo cultural reunido em um tradicional bairro de São Paulo



A cidade de São Paulo já é muito conhecida por sua noite agitadíssima, com muitas opções de bares, casas noturnas e seus inúmeros restaurantes. Mas não é só de noite que a nossa paulicéia desvairada vive. Localizada na região Sul da cidade, o bairro da Vila Mariana concentra uma diversidade de opções culturais para serem aproveitadas a qualquer hora.

Instalado na antiga residência do artista, o Museu Lasar Segall possui um acervo com 3.008 obras preservadas do mesmo em exposição, oferece cursos de fotografia, criação literária e gravura, projeções de cinema e ainda conta com uma biblioteca especializada em artes do espetáculo e fotografia.

Ali nos arredores da Vila Mariana, mais precisamente na Vergueiro, encontramos um dos primeiros espaços culturais multidisciplinares do país. O Centro Cultural São Paulo com seus 46500 m² é um mix de opções culturais que a nossa cidade possui. Diariamente acontecem espetáculos de música, teatro e dança, exposições e mostras de artes e fotografia.

Possui também em seu acervo e conservação a Coleção de Arte da Cidade com algumas obras do período colonial do século 19. Um dos maiores acervos especializados em música do mundo, a Discoteca Oneyda Alvarenga que reúne para consulta, livros de música, partituras, discos e Cds de música popular, erudita e folclórica, nacional e estrangeira. Além das bibliotecas Sergio Millie, Alfredo Volpi e Louis Braille.

Desde o ano de 1992 o bairro da zona sul nos presenteia com outro grande tesouro cultural que é a Cinemateca Brasileira. Nela é encontrado o maior acervo de imagens em movimento da América Latina, são cerca de 200 mil rolos de filmes produzidos desde 1895. Entre as obras estão 30 mil títulos, divididos em ficção, documentários, filmes publicitários, cinejornais e registros familiares, nacionais e estrangeiros.

Lembra da primeira emissora de televisão brasileira, a TV Tupi? No acervo da Cinemateca você encontra a coleção de imagens com 180.000 rolos de filmes com reportagens veiculadas nos telejornais da extinta emissora.

“São Paulo é uma cidade com boas opções culturais”, diz Luciana Dentine, 23 anos, estudante de música. A futura musicista que lia um livro do acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga, no Centro Cultural São Paulo reconhece a riqueza cultural da cidade, mas deseja ainda mais. “Faz falta mais lugares como este”, se queixa a estudante. Luciana aproveita ainda e deixa a dica. “Outro espaço que oferece muita coisa bacana, desde exposições a shows é o SESC. Aqui mesmo, na Vila Mariana tem uma unidade. Vale a pena conferir!”.

Serviços:

Museu Lasar Segall
Rua Afonso Celso, 362
(11) 5572-3586

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000
(11) 3397-4002

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
(11) 3512-6111

domingo, 28 de março de 2010

A Era do MP3


Quase um ano depois e eu deveria me envergonhar... Sim, eu me envergonho, não mais pois avisei como seria.
Sinto que desta vez pode ser pra valer...Ou não.

Sem promessas começo com um editorial que fiz ano passado para um projeto de revista cultural na faculdade.

A Era do MP3

Foi se o tempo em que as pessoas compravam CD's. Esta cena tem-se tornado cada vez mais rara nos dias de hoje. E isso se dá a Era do MP3. De qualquer lugar do mundo, numa questão de minutos, qualquer pessoa conectada a Internet tem acesso a música que quiser e do cantor que quiser. Tudo assim, rápido, prático e sem custo nenhum.

Esse poder que os programas e os sites oferecem ao usuário gera muita polemica. Afinal, é certo simplesmente “baixar” as músicas do artista e não pagar nada por isso? O músico ganha ou perde?

É fato que o mundo evolui sem freios rumo à modernidade e isso sempre provocou a rejeição dos mais conservadores. Como quando afirmaram o fim do rádio com o surgimento da televisão. E nos dias de hoje, cansamos de ouvir debates sobre os dias contados do jornal impresso com a chegada da Internet.

Na própria linha do tempo da história da música notamos a evolução: a era do Disco de 78 rpm (um tipo mais espesso que o vinil, com rotações por minuto e extremamente frágil), depois o famoso Disco Vinil, as Fitas K7, os Cd’s até chegar a Internet com seus MP3.

A Era do MP3 na verdade trouxe liberdade para os consumidores de música e até mesmo para os músicos que agora independem de gravadoras musicais para divulgar sua arte. O espaço que a Internet proporciona não impõe fronteiras para a descoberta do trabalho do artista, além disso, os mesmos se livram de toda a extorsão que os grandes nomes da indústria musical seguiam praticando há anos.

O número de artistas que seguem suas carreiras sem depender de gravadoras aumenta a cada dia com o auxílio de sites como o MySpace e programas de compartilhamento de música, como o Soulseek.

E essa nova era não trará prejuízo aos músicos. O lucro surgirá dos shows, quanto mais exposto é o trabalho do artista, mais ouvintes ele ganha e fã que é fã não se contenta com gravações, quer ao vivo. Todo o trabalho de divulgação de um artista na internet tem o retorno em shows.

A evolução faz parte da humanidade, não aceitá-la é retroceder. Resta agora a indústria musical se adaptar a nova era e criar maneiras de fazer parte dela.