Show de lançamento do disco “Efêmera” deixa público extasiado
A noite em São Paulo até que estava quente, apesar da expectativa de frio, estampada nas roupas das pessoas que ocupavam ansiosas o hall de entrada do Auditório do Ibirapuera, na noite de 30 de maio. E a ansiedade não era por menos, dali poucos minutos o palco do auditório receberia uma nova forte promessa da música brasileira: Tulipa Ruiz.
O show de lançamento de seu primeiro disco “Efêmera” tem início pontualmente ás 19 horas e a música escolhida para abrir a noite é a mesma que leva o nome do CD, uma composição sua e de seu irmão o guitarrista e produtor, Gustavo Ruiz.
O repertório é quase todo autoral e em pareceria com o irmão e o pai, o jornalista Luiz Chagas, também guitarrista da banda, que assina sozinho a música “Ás vezes”, única do disco que Tulipa não participou da composição.
O show segue bem intimista, como se os 800 lugares da plateia estivessem ocupados por parentes e amigos, o que de fato parecia ser verdade, quando a cantora conversa com o público, comenta que saíram duas vans cheias de sua cidade, São Lourenço, Minas Gerais.
Além da doce voz e personalidade na hora de compor, Tulipa também é desenhista, suas ilustrações surgem através de um telão ao fundo do palco e complementam visualmente as músicas durante quase todo o show.
A noite ainda conta com a participação especial de Mariana Aydar – outro novo nome da contemporânea MPB – na música “Só sei Dançar Com Você”. O cantor e compositor Marcelo Jeneci também participa e emociona com seu acordeom na romântica “Dia-a-Dia, Lado-a-Lado”.
O final que pode ser considerado o auge do show levantou a plateia, que até então se conteve sentada pela estrutura de teatro do auditório. Na música "Brocal Dourado" que a cantora estende uma introdução para o público criar um passinho, ela pede pra que se levantem e algumas pessoas vão dançando até a beira do palco.
Tulipa e os músicos se despedem e minutos depois voltam e repetem as mais animadinhas do repertório, “Efêmera” e “A Ordem das Árvores”. O telão ao fundo se abre dando uma linda visão das árvores do Parque Ibirapuera, eles se despedem novamente, pulam para fora e saem correndo pela grama, deixando todos em uma extasiada salva de palmas.

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