segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rock(?) in Rio


Festival volta à cidade que originou seu nome, mas foge de sua essência

O Rock in Rio se aproxima. Já tem sua programação confirmada e desta vez vem para honrar o “Rio” de seu nome, já que desde 2001 era realizado em diversos lugares do mundo, menos no Rio de Janeiro. Só não honra, mais uma vez, o “Rock”! A pergunta que não quer calar, que paira na mente das pessoas, sejam elas roqueiras ou não, é: cadê o rock do Rock in Rio?

O festival de música que acontecerá em setembro e outubro deste ano tem em sua programação alguns nomes, os quais têm gerado muita polêmica. Um evento em que parte de seu nome leva a palavra rock não é de se esperar artistas como Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Shakira, entre outros.

Esta não é uma critica às cantoras citadas, nem ao estilo que tocam. O Brasil é o país da diversidade musical, mas axé no Rock in Rio? Para isso já não existem as micaretas?! No entanto, apesar da revolta de muita gente, esta não será a primeira vez que o evento coloca na programação nomes que nada tem a ver com a sua proposta (pelo menos a que o nome sugere).

O festival de 2001 foi marcado por uma “chuva de garrafas” que o cantor Carlinhos Brown recebeu do público após subir ao palco e cantar hits como A Namorada e Rapunzel. Público este que provavelmente pagou bem caro para ouvir rock, ou algo no mínimo semelhante.

Além de se mostrar um festival sem personalidade definida (e isto desanima grande parte do público), o Rock in Rio expõe os artistas ao colocá-los diante de uma platéia fervorosa e ansiosa por um tipo de som que foge completamente do que eles estão ali para apresentar.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Resenha do filme A Via Láctea

 
Seguir em linha reta, em direção a tudo que amamos



“Heitor, eu acho que a gente deveria terminar agora. Eu já nem sei se te amo mais.” Heitor (Marco Ricca), um professor de literatura e escritor, namorado de Júlia (Alice Braga) uma ex atriz de teatro, agora estudante de veterinária. O relacionamento, cercado de ciúmes e insegurança por conta da diferença de idade entre os dois está em crise.

Tudo começa a partir de uma discussão do casal no telefone, gerada por um conflito de vontades e gostos que se opõem. “A juventude prefere a juventude”, cita Heitor, enciumado ao se sentir ameaçado por Thiago (Fernando Alves Pinto), amigo de Júlia, jovem e apaixonado por ela.

Ao se deparar com o rompimento e a perda da mulher amada, Heitor tenta atravessar a cidade de São Paulo, no horário do rush em busca de uma reconciliação. “Para matar a palavra errada, somente um abraço onde a gente não diz nada”. E é nesta busca que a trama se desenrola, alternando lembranças do passado, presente e possíveis acontecimentos futuros.

A Via Láctea é um filme que passeia entre extremos, ao mesmo tempo que pode ser considerado “parado”, é de uma intensidade inquietante, refletida principalmente na trilha sonora, que mistura a música clássica de Schubert, com a MPB de Gilberto Gil, o som da sirene de uma ambulância, as buzinas dos carros e melodias de desenho animado.

Fragmentos como as citações literárias, o trânsito e todas as outras particularidades pertencentes ao cotidiano desta metrópole caótica: moradores de rua, ambulantes, exploração do trabalho infantil, chuva, stress e assaltos soam confusos no decorrer da história, tomando sentido apenas no fim do filme, quando um acontecimento desvenda, se não todas, a maioria das passagens apresentadas na trama Como a cena na qual o assaltante aborda o Heitor e faz o discurso: “Você não está indo para lugar nenhum. Você está perdido! Você está indo embora! ...Você não está vendo que está entre a vida e a morte?! Acorda para dentro!”.

Brasil nas rotas internacionais

 Música e desfalque nos nossos bolsos

Nos últimos anos, muitas bandas e cantores internacionais consagrados incluíram o Brasil em suas agendas de shows. Esta tendência cresceu principalmente com a onda dos festivais de música, como o SWU, realizado em outubro no ano passado, com ingressos vendidos a R$ 580 (por dia), para quem quisesse ficar cara a cara com seus ídolos, entre eles as bandas Linkin Park, Kings of Leon e Rage Against the Machine.

Para setembro e outubro deste ano, teremos o Rock In Rio (que após dez anos voltará a ser realizado no Rio de Janeiro), tendo como atrações confirmadas Metallica, Red Hot Chili Peppers, Coldplay, Elton John, Guns N' Roses, entre muitas outras. A entrada para o evento custará R$ 190 por cada dia (serão seis dias).

Os fãs brasileiros estão empolgados com o crescente número de bandas internacionais que desembarcam seus shows em território nacional, porém, os preços altos, o sistema de vendas e as abusivas taxas de conveniência, deixam e muito a desejar.

Para começar os valores cobrados por estes shows no Brasil é muito maior do que em outros países. A banda U2, que acabou de se apresentar no Estádio do Morumbi, é um exemplo. Os ingressos mais caros no país saíram por R$ 1 mil, já em Buenos Aires o mais caro custou o equivalente a R$ 557.

Outro ponto importante é que estes valores, apesar de altos, só garantem a entrada ao evento. Outras despesas como bebidas, alimentação, transporte, estacionamento e dependendo do local do espetáculo, hospedagem, precisam ser calculados por fora. Ou seja, o fã precisa ter uma boa quantia de recursos financeiros disponível. Isso no mesmo Brasil onde o salário mínimo é de R$ 540.

O sistema de vendas também tem sido um transtorno na hora de adquirir os ingressos. A corrida para garantir a compra dos primeiros lotes, ainda não tão caros, causa congestionamentos nos sites, que saem do ar.

A taxa de conveniência é um problema que já gerou polêmica e foi parar até no Procon. O Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor afirmou que as taxas de 20%, cobradas pelas empresas na compra do ingresso pela internet ou por telefone, são abusivas.

Então se você for fã e fizer muita questão de ver seu ídolo, prepare o bolso para todos estes gastos e não esqueça as aspirinas, porque pode ter dor de cabeça!


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domingo, 10 de abril de 2011

Lado B da Virada

 A Virada Cultural deste ano aposta em antigos nomes da música brasileira

Nos dias 16 e 17 de abril, a Virada Cultural realizará sua 7º edição, com 24 horas ininterruptas de música, teatro, dança, cinema e arte, que se espalham por diversos cantos da cidade. Depois de 6 anos seguidos de apresentações, o evento que é organizado pela prefeitura de São Paulo conquistou um público fiel que espera ansioso por cada edição.

A programação musical que tem como principal característica dar espaço para todos os tipos de ritmos, está ainda mais eclética. Não deixa de apresentar ao público os novos e promissores (ou não) nomes da música brasileira, porém a escolha do repertório desta edição se destaca por estar um tanto quanto saudosista.

Os palcos montados nas principais ruas, praças e avenidas da cidade são divididos por estilos musicais e em cada um deles, independente do estilo, está presente na programação alguma atração de “velha guarda”.

O palco da Barão de Limeira, por exemplo, é dedicado ao forró, logo um nome que não poderia faltar em hipótese alguma e de fato não irá faltar é Dominguinhos. Além do Rei do Baião, Genival Lacerda e Almir Sater também irão se apresentar.

Ao caminhar mais pela cidade, o espectador da Virada encontrará o som dançante de Toni Tornado e Paulinho da Viola no espaço para amantes do soul e samba, localizado no Palco República.

O principal palco da noite, “Palco Júlio Prestes”, voltado para o rock n' roll e suas vertentes, abre o show da primeira noite com Rita Lee e encerra o da segunda com as bandas Blitz e RPM.

Já no Largo do Arouche o saudosismo reina durante quase toda a programação. No palco dedicado a música brega o público encontrará shows de Erasmo Carlos, Os Incríveis, Zéu Brito e Ritchie. É, aquele mesmo da música “Menina Veneno”!

O palco da Bulevar São João será uma homenagem aos Beatles. Uma maratona trará ao palco a banda cover Beatles 4ever que relembrará todos os grandes sucessos da banda que estourou nos anos 60.

E por fim, no Sesc Pompeia o som é antigo, mas as vozes são novas. Músicos da cena atual se unem em projetos e dão vida a bandas como o Instituto que relembra as melhores músicas da fase Racional de Tim Maia. E a banda Del Rey que homenageia Roberto e Erasmo Carlos.

Claro que boa parcela do público da Virada Cultural não tem idade pra conhecer tais nomes da música brasileira, alguns talvez lembrem umas e outras, curtidas por seus pais e avós nos discos de vinil. Isto mostra o poder incrível que a música tem de viajar por entre as gerações e transcender as barreiras impostas pelo tempo.

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sexta-feira, 4 de março de 2011

"São tempos difíceis para os sonhadores"

   O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E embora alguns digam "tanto faz", eu digo que te amo

Ela é mais que um sorriso tímido de canto de boca, dos que você sabe que ela soube o que você quis dizer. Ela fala com o coração e sabe que o amor, não é qualquer um que consegue ter. Ela é a sensibilidade de alguém que não entende o que veio fazer nessa vida, mas vive.

Ela tem muita dúvida como todos têm. Mas nem todos sabem a beleza de saber lidar com a tristeza. Ela sabe. Ela ouve a música que seu coração pede e modela seu ritmo ao seu estado de espírito. Ela dança a coreografia de seus sentimentos, e todos podem ver.


Ela é um pote de cristal, tão tranparente quanto, tão rico quanto. Mas um cristal que não sabe seu real valor, um achado no meio de tantos outros pobres potes que são apenas de vidro. Estes se quebram e são varridos como um objeto qualquer. Mas ela não, se ela quebra, é a tristeza de um cristal que se foi. E todos sentem.

Por um instante estive com esse cristal bem perto. Hoje sei a falta que ele faz, e embora alguns digam "tanto faz", eu digo que te amo.

Caio. F Abreu

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mudanças...



Todos no fundo estão a procura de uma mudança. Eu tenho buscado incessantemente por algumas, mas confesso que não me mexo muito para de fato alcançá-las. Acho que isso também acontece com todos, salvo poucas exceções.

Por que é tão difícil começar uma mudança, quando sabemos que precisamos dela? Falta um incentivo, um empurrãozinho, chegar naquele momento que não tem mais jeito: “ou vai ou racha”?

Minhas mudanças estão com os prazos de validades vencidos, há muito vencidos. Apesar de achar que o meu “ou vai ou racha” já bateu em minha porta diversas vezes e eu simplesmente a fechei, “nem fui e nem rachei”.

Pode parecer aquele blá blá blá de fim de ano. E na verdade é mesmo aquele blá blá blá de fim de ano!
Mas o que pode ser um incentivo maior para mudanças, se não um novo ciclo? Querendo ou não, criamos expectativas e depositamos nele metas, planos, sonhos... (chame como quiser).

Não, eu não vou colocá-las num papel, enumerá-las por prazo de validade, ou pela intensidade do sufocamento que me causam. Mas vou sim, junto deste ano e todo o blá blá blá que vier com ele, colocá-las em prática.