domingo, 25 de abril de 2010

Subindo no Palco

Banda Berimbrown no Sesc Pompeia

Espaços que dão oportunidade para bandas independentes

A eclética noite de São Paulo é a porta que muitas bandas independentes usam para entrar e se estabilizar na cena musical “indie”. Algumas casas noturnas e bares do circuito alternativo da cidade, além de centros culturais abrem espaço e dão esse “empurrãozinho” para quem quer seguir o sonho de fazer música com as próprias mãos, sem precisar de gravadoras.

Localizado na famosa rua Augusta, o Studio SP faz parte da história de muitos nomes da cena musical contemporânea. Por seu palco já passaram nomes que hoje são conhecidos na cena musical brasileira e já se destacam internacionalmente, como Céu, Mallu Magalhães, Curumin, Vanguart, entre muitos outros.

Outra casa que abre espaço para bandas independente é a Livraria da Esquina. Quase que escondida nos números 1254 e 1236 na rua do Bosque, Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, a casa se divide em duas: “A” e “B”, com programações diferentes e muita música diversificada em cada uma.

Na Livraria não importa qual o seu estilo, os proprietários divulgam que “gostam de música e isso é o que importa”, abrindo suas portas e cedendo o seu palco para bandas, músicos e compositores interessados de todas as regiões do Brasil e até mesmo de fora.

A Chopperia do centro cultural SESC Pompeia, espaço destinado para shows noturnos, tem em sua programação diversos projetos, como o “Plataforma” que apresenta lançamentos de Cd's e Dvd's. E o “Prata da Casa”, que já teve como curador, nos anos 2003/2004 Israel do Vale, que acredita que o músico independe sim da gravadora. “O futuro da música é coletivo e in[ter]dependente. O Prata da Casa nasce nesse contexto, que a nova música do Brasil não é a que se ouve nas rádios”, diz ele.

Há 10 anos, o projeto Prata da Casa abre espaço para novos nomes da música brasileira e já lançou do palco da Choperia para o mercado musical, artistas como Vanessa da Mata, Céu, Mariana Aydar, Quinteto Preto e Branco, Karina Buhr, Fernanda Porto, entre outros.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Onde a tecnologia vai parar?

É inegável os benefícios que a evolução da tecnologia trouxe e traz para o nosso dia-a-dia. Mas, até onde esses avanços podem ser considerados benefícios? O que os tornam úteis, que dirá essenciais em nossas vidas?

Ano após ano o mercado tecnológico é abastecido por centenas de “trambolhos” de última geração. O seu celular de seis meses atrás, que inclusive você ainda paga, já virou absoleto, ultrapassado. Depois dele já foram lançados no mínimo uns 5, com modelos moderníssimos e uma porção de “utilitários” novos que na prática não fazem a menor diferença, só agregam mais valor ao aparelho, que fica absurdamente cada vez mais caro.

Tudo bem, talvez eu seja mesmo uma tecnofóbica (pessoa que tem fobia a novas tecnologias), meu celular não é nada moderno, tira foto com uma resolução meia boca e cabe só um pouquinho de música, não tenho twitter, não sou questionada no formspring, nem estou no facebook.
Ah, Orkut eu tenho, heim! Mas não aderi a fazenda para criar vacas, galinhas e afins.

É, definitivamente a tecnologia não me seduziu e continua irrelevante em minha vida. Talvez isso ainda mude, ou não.

Mas o certo é que todos esses novos “apetrechos” desenvolvidos por nossa genial tecnologia me preocupam e após ler a notícia abaixo, sinceramente sinto medo.
E me questiono: Onde isso vai parar?

“Cientistas japoneses da Universidade de Osaka apresentaram neste sábado um robô androide que pode sorrir, além de imitar as expressões faciais de uma pessoa, uma criatura que será testada em um hospital para fazer companhia aos enfermos... O robô será vendido por 10 milhões de ienes (108.000 dólares). O andróide, chamado Geminoid-TMF, será usado de forma experimental por um hospital para fazer companhia aos pacientes...”

Imagino a cena:
“Hoje passaremos a noite com nossa mãe no hospital?”
"Não será necessário. Programei o Geminoid para sorrir a noite inteira.”

Notícia na integra: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/japoneses-inventam-robo-sorri-545848.shtml

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cultura na Vila




Um mundo cultural reunido em um tradicional bairro de São Paulo



A cidade de São Paulo já é muito conhecida por sua noite agitadíssima, com muitas opções de bares, casas noturnas e seus inúmeros restaurantes. Mas não é só de noite que a nossa paulicéia desvairada vive. Localizada na região Sul da cidade, o bairro da Vila Mariana concentra uma diversidade de opções culturais para serem aproveitadas a qualquer hora.

Instalado na antiga residência do artista, o Museu Lasar Segall possui um acervo com 3.008 obras preservadas do mesmo em exposição, oferece cursos de fotografia, criação literária e gravura, projeções de cinema e ainda conta com uma biblioteca especializada em artes do espetáculo e fotografia.

Ali nos arredores da Vila Mariana, mais precisamente na Vergueiro, encontramos um dos primeiros espaços culturais multidisciplinares do país. O Centro Cultural São Paulo com seus 46500 m² é um mix de opções culturais que a nossa cidade possui. Diariamente acontecem espetáculos de música, teatro e dança, exposições e mostras de artes e fotografia.

Possui também em seu acervo e conservação a Coleção de Arte da Cidade com algumas obras do período colonial do século 19. Um dos maiores acervos especializados em música do mundo, a Discoteca Oneyda Alvarenga que reúne para consulta, livros de música, partituras, discos e Cds de música popular, erudita e folclórica, nacional e estrangeira. Além das bibliotecas Sergio Millie, Alfredo Volpi e Louis Braille.

Desde o ano de 1992 o bairro da zona sul nos presenteia com outro grande tesouro cultural que é a Cinemateca Brasileira. Nela é encontrado o maior acervo de imagens em movimento da América Latina, são cerca de 200 mil rolos de filmes produzidos desde 1895. Entre as obras estão 30 mil títulos, divididos em ficção, documentários, filmes publicitários, cinejornais e registros familiares, nacionais e estrangeiros.

Lembra da primeira emissora de televisão brasileira, a TV Tupi? No acervo da Cinemateca você encontra a coleção de imagens com 180.000 rolos de filmes com reportagens veiculadas nos telejornais da extinta emissora.

“São Paulo é uma cidade com boas opções culturais”, diz Luciana Dentine, 23 anos, estudante de música. A futura musicista que lia um livro do acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga, no Centro Cultural São Paulo reconhece a riqueza cultural da cidade, mas deseja ainda mais. “Faz falta mais lugares como este”, se queixa a estudante. Luciana aproveita ainda e deixa a dica. “Outro espaço que oferece muita coisa bacana, desde exposições a shows é o SESC. Aqui mesmo, na Vila Mariana tem uma unidade. Vale a pena conferir!”.

Serviços:

Museu Lasar Segall
Rua Afonso Celso, 362
(11) 5572-3586

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000
(11) 3397-4002

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
(11) 3512-6111