Banda Berimbrown no Sesc Pompeia
Espaços que dão oportunidade para bandas independentes
A eclética noite de São Paulo é a porta que muitas bandas independentes usam para entrar e se estabilizar na cena musical “indie”. Algumas casas noturnas e bares do circuito alternativo da cidade, além de centros culturais abrem espaço e dão esse “empurrãozinho” para quem quer seguir o sonho de fazer música com as próprias mãos, sem precisar de gravadoras.
Localizado na famosa rua Augusta, o Studio SP faz parte da história de muitos nomes da cena musical contemporânea. Por seu palco já passaram nomes que hoje são conhecidos na cena musical brasileira e já se destacam internacionalmente, como Céu, Mallu Magalhães, Curumin, Vanguart, entre muitos outros.
Outra casa que abre espaço para bandas independente é a Livraria da Esquina. Quase que escondida nos números 1254 e 1236 na rua do Bosque, Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, a casa se divide em duas: “A” e “B”, com programações diferentes e muita música diversificada em cada uma.
Na Livraria não importa qual o seu estilo, os proprietários divulgam que “gostam de música e isso é o que importa”, abrindo suas portas e cedendo o seu palco para bandas, músicos e compositores interessados de todas as regiões do Brasil e até mesmo de fora.
A Chopperia do centro cultural SESC Pompeia, espaço destinado para shows noturnos, tem em sua programação diversos projetos, como o “Plataforma” que apresenta lançamentos de Cd's e Dvd's. E o “Prata da Casa”, que já teve como curador, nos anos 2003/2004 Israel do Vale, que acredita que o músico independe sim da gravadora. “O futuro da música é coletivo e in[ter]dependente. O Prata da Casa nasce nesse contexto, que a nova música do Brasil não é a que se ouve nas rádios”, diz ele.
Há 10 anos, o projeto Prata da Casa abre espaço para novos nomes da música brasileira e já lançou do palco da Choperia para o mercado musical, artistas como Vanessa da Mata, Céu, Mariana Aydar, Quinteto Preto e Branco, Karina Buhr, Fernanda Porto, entre outros.
